Ao longo das terapias, vou percebendo o quanto o cuidado e a presença dos pais na vida dos filhos são essenciais. Muitos pais, especialmente de adolescentes — fase naturalmente marcada por confrontos — evitam conversas difíceis, seja por medo, insegurança ou por não saberem como conduzi-las.
No entanto, essas conversas são fundamentais. É por meio delas que os filhos constroem referências sobre o mundo, aprendem sobre sentimentos, limites, escolhas e consequências. Mesmo quando não verbalizam, eles desejam ser orientados. A vergonha muitas vezes silencia, mas o pedido está ali, no olhar.
Eles querem saber que vão se apaixonar, compreender o que é certo e errado, sentir que existe um adulto disponível para conduzi-los com cuidado e verdade. A ausência dessas conversas deixa marcas; a presença delas forma, fortalece e protege.
